Aniversário de Nicole Holanda

Em matéria, a mineira de 34 anos que está no ar na novela Amor de Mãe, da TV Globo, fala sobre a solidão da mulher negra e revela que um corte de cabelo foi gatilho para mudar seu olhar sobre o racismo.
Os seus últimos namoros públicos foram com homens brancos. Quais são as dificuldades de um relacionamento inter-racial? “Começa pela sociedade que olha julgando. Já passei por situações em que achavam que eu era ‘acompanhante’ de gringo.
”E as críticas à “palmitagem” (quando uma pessoa negra namora uma branca), como você vê? “Acredito ser semelhante à segregação. Queremos esse período de volta? Quando me interesso por alguém, a cor da pele não está em jogo. O que não podemos esquecer é da solidão da mulher negra. Não sou uma mulher que é desejada quando saio. Quando nós, negras, falamos isso, ninguém acredita. É histórico e doloroso.
”Ser mulher negra no Brasil é… “Ser preterida em muitas fases da vida, ter dores incompreendidas e batalhar dobrado. Mas, nossa, como somos fortes. Não tem outro jeito. Ser mulher negra também é ser realeza, linda e incomodar. Na outra vida, quero voltar mulher. E negra!”
Erika é consciente do seu papel dentro e fora da ficção. Para sua personagem na novela global Amor de Mãe, foi ela mesma quem sugeriu cortar o cabelo curto e assumir sua textura natural. “A ideia veio de um desejo genuíno de poder representar mais mulheres”, conta. Mas nem sempre foi assim. “Nunca falamos sobre racismo em casa. Nos entendíamos como negros e ponto. Meu primeiro contato com o assunto foi aos 26 anos, quando me mudei para o Rio e sofri ao precisar cortar o cabelo para viver uma personagem.” O motivo do choque? “Usava um aplique liso até a cintura. Naquele momento, entendi que não sabia como era o meu próprio cabelo. Foi por meio da descoberta da minha imagem e da minha beleza real que comecei a estudar sobre negritude. Olhando para trás, consigo identificar vários momentos de preconceito, mas não era parte da minha realidade. Até então, nunca havia sido uma questão para mim.” Hoje, ela faz parte do recente movimento na TV de personagens que mostram a mulher negra ocupando espaços inéditos de poder e prestígio, como Marina, a tenista interpretada pela atriz na trama das nove. “É importante ver que os conflitos da Marina não são raciais, como em geral acontece. Entretanto, não descarto papéis que expõem as problemáticas da raça na sociedade. Ainda precisamos gerar reflexão.” Com a agenda profissional cheia, ela também está no ar em Arcanjo Renegado, série do Globoplay que estreou em fevereiro.
Matéria por Luanda Vieira e fotos por Caroline Lima.

A explicação para o último trabalho do Biquíni Cavadão se chamar “Ilustre Guerreiro” vem do significado de um nome. Em germânico, essas duas palavras se traduzem em Herbert – e essa foi a forma encontrada pelos integrantes do grupo para reverenciar a obra de Herbert Vianna, líder dos Paralamas do Sucesso e padrinho do Biquíni Cavadão. Os pessoenses poderão ver esse show no Jampa Rock Festival, que acontece no dia 4 de abril de 2020, no Espaço Cultural José Lins do Rego. O evento terá, além do Biquíni, shows de Val Donato, Vitor Kley, Capital Inicial e dos próprios Paralamas do Sucesso. Por coincidência, o Jampa Rock será, também, uma justa homenagem ao guitarrista paraibano.
Na divulgação desse trabalho, os quatro componentes do Biquíni são enfáticos ao dizer que não conhecem “ninguém tão iluminado e tão guerreiro quanto Herbert Vianna. Cantor do Paralamas do Sucesso, compositor de inúmeros hits, interpretados tanto por sua banda como por diversos artistas. Herbert sempre foi um embaixador do rock e da música brasileira” – dizem eles, no relise da banda. A história de parceria e admiração mútua começou ainda em 1983, quando o pop rock brasileiro começava a fazer história. Foi Herbert quem sugeriu o nome de Biquini Cavadão, tocou guitarra na primeira música do grupo (“Tédio”, passaporte para o primeiro contrato com uma gravadora), gravou o primeiro compacto simples com eles, fez solo na faixa “Inseguro de vida”, do primeiro LP do Biquíni (1986), participou de uma faixa do disco “Descivilização” (1991), e deu, em 2000, uma música inédita para o grupo gravar.
A turnê nacional em homenagem ao parceiro, considerado um dos melhores compositores da geração roqueira projetada no Brasil dos anos 1980, traz sucessos como “Vital e sua moto”, “Aonde quer que eu vá”, “Cuide bem do seu amor” e “Se eu não te amasse tanto assim”, entre outras – o álbum, que tem o mesmo nome da turnê, vem com um total de oito músicas de Herbert. Mas o show também tem os grandes sucessos do Biquíni Cavadão, banda que trilha uma das trajetórias mais coerentes e bem-sucedidas da geração pop surgida nessa década. O público vai poder matar a saudade de músicas que se tornaram icônicas, a exemplo de “Vento ventania”, “Janaína”, “Tédio”, “Zé Ninguém”, “Timidez”, “Dani” e “Chove chuva”, além de curtir lançamentos recentes, caso de “Soltos pelo ar”.
Ingressos – O segundo lote ingressos para o festival que vai ficar na história da Paraíba já está sendo vendido no site Ingresso Nacional e nos pontos físicos listados (ver serviço). O camarote (que não será open bar) e o front stage terão entrada exclusiva antes da abertura dos portões. Quem estiver no camarote, (ou Palco Herbert Vianna), poderá acessar o front stage do Palco 2 – mas o contrário não será permitido. Haverá setores de acessibilidade em frente aos palcos.
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