Mostra “Arte, Substantivo Feminino”

A Casa MGA abriu, nesta quarta-feira (22), a exposição “Arte, Substantivo Feminino”. Com curadoria de Renata Gadelha, a mostra reúne trabalhos das artistas plásticas Isabelle Coutinho, Isadora Rolim, Heloísa Maia, Julieta Pontes, Margarete Aurélio e Odegine Graça, e propõe um olhar sensível sobre o feminino em suas diversas formas de expressão, celebrando a força criativa e a sensibilidade. A exposição está aberta ao público de segunda a sábado, das 14h às 18h, até o dia 8 de novembro.
“Cada artista trouxe um pedaço de sua própria história. A exposição apresenta pessoas, paisagens, formas, cores intensas, texturas e memórias, compondo um diálogo entre sensibilidade e potência, transitando entre o realismo e o abstrato”, pontuou a curadora Renata Gadelha.
A diretora comercial da MGA Construções, empresa paraibana com 18 anos de atuação na construção civil e responsável pelo espaço, Christina Santiago, destaca que neste mês o projeto buscou homenagear as mulheres, inserindo-se no contexto do Outubro Rosa e ampliando o significado da campanha.
“A proposta dessa mostra foi criar uma experiência que dialogasse com a essência do Outubro Rosa, valorizando o autocuidado e a força feminina em suas múltiplas expressões. A exposição é um convite para que cada mulher se reconheça, se cuide e celebre sua trajetória com orgulho e sensibilidade”, destacou Christina.
Sobre as artistas – Isabelle Coutinho iniciou sua trajetória em 2024, após superar um câncer de mama. A artista, que explora materiais ligados à paisagem local, encontrou na pintura abstrata não apenas um caminho de cura e expressão, mas também um espaço de liberdade e celebração da vida.
Com cores vibrantes e formas fluidas, Isadora Rolim explora, em suas pinturas e cerâmicas, a introspecção e a transformação do “eu”. Suas obras refletem o autoconhecimento, o renascimento e as múltiplas dimensões do ser humano.
Julieta Pontes possui um olhar voltado à contemporaneidade. A artista define sua arte como um processo de paixão e entrega. Influenciada por diferentes escolas artísticas, cria obras que unem emoção e reflexão, sempre em busca de novos desafios e da energia vital que só a arte é capaz de traduzir.
Nascida em 1960, a artista paraibana Heloísa Maia vive entre o Brasil e os Estados Unidos. Sua obra, centrada na figura feminina, reflete vivências, emoções e memórias de mulheres, explorando temas como força, solidão e maternidade. Suas cores intensas e formas expressivas mesclam autobiografia e imaginação.
Formada em Filosofia e Psicologia, Odegine Graça une a clínica à expressão artística, tratando emoções como obras em processo. Após décadas de atuação terapêutica, retorna integralmente à arte e à escrita, transformando em cor e palavra sua jornada de autodescoberta, sensibilidade e renovação.
Já Margarete Aurélio é uma pintora figurativa realista que encontra na figura humana sua principal inspiração. Sua convivência afetiva com as meninas do Sítio Tungão, em Monteiro, gerou uma série de obras e exposições marcadas por laços de amizade e emoção. Hoje, continua buscando rostos e histórias que a toquem e deem sentido à sua arte.
Sobre a Casa MGA – Localizada na Avenida Cabo Branco, a casa foi uma residência familiar construída nos anos 80, inicialmente para ser local de veraneio. Posteriormente, o imóvel tornou-se moradia e ponto de encontro de amigos e artistas da cidade.
Em setembro, o espaço abriu as portas com a proposta de ser um local para o fomento e a valorização da cultura e da arte da Paraíba. A iniciativa integra o projeto “Paraibanamente MGA”, criado pela construtora em 2024.
A Casa MGA está localizada na Avenida Cabo Branco, nº 4.390, e é aberta a visitantes e turistas, de segunda a sábado, das 14h às 18h. Mais informações: (83) 3226-3363.