O que avaliar antes de investir em uma segunda moradia?

O crescimento da procura por segundas moradias em destinos turísticos e cidades do interior tem impulsionado um novo perfil de empreendimento no mercado imobiliário. Os projetos são voltados, principalmente, para quem busca um imóvel para lazer, descanso ou investimento. Mas, para fazer uma compra bem-sucedida, é preciso analisar alguns fatores antes de fechar negócio.
Segundo Gustavo Galindo, sócio do Núcleo Imobiliário e especialista há mais de uma década na área, escolher uma segunda moradia para investir exige avaliar desde a proposta do empreendimento até a infraestrutura da região e a credibilidade da empresa responsável pela incorporação.
Entre os destinos mais escolhidos, a cidade de Bananeiras, localizada no Brejo paraibano, a cerca de 130 km de João Pessoa, é considerada um dos principais mercados para quem busca uma segunda moradia no interior da Paraíba. Com o aumento da demanda, o mercado passou a oferecer empreendimentos voltados a diferentes perfis de compradores, desde condomínios de casas prontas até apartamentos em empreendimentos com infraestrutura inspirada em resorts de campo.
Como escolher a segunda moradia ideal?
Não existe uma resposta única para essa escolha. Segundo Gustavo Galindo, tudo depende do perfil do comprador.
“Hoje, o setor já entende a necessidade de oferecer empreendimentos que vão além de um condomínio tradicional. O Eco Natureza, por exemplo, foi concebido com inspiração em resorts de campo, um modelo ainda pouco explorado na região. Esse tipo de movimento mostra o amadurecimento do mercado de Bananeiras”, explica Gustavo Galindo.
Outra tendência observada no mercado são os condomínios boutique, que têm atraído quem busca uma moradia mais reservada. É o caso do Tekoá, empreendimento composto por casas prontas e que oferece serviços de concierge.
“Os condomínios boutique têm características únicas. Geralmente são empreendimentos assinados, como é o caso do Tekoá, o primeiro condomínio no Nordeste com um Spa L’Occitane au Brésil. Também possuem poucas unidades e oferecem uma experiência mais reservada e personalizada”, explica Gustavo.
O especialista ressalta que, quando a aquisição é feita com planejamento e orientação profissional, ambas as opções podem representar um bom investimento. Em destinos turísticos ainda existe a possibilidade de complementar a renda por meio da locação por temporada quando o imóvel não está sendo utilizado pelos proprietários.
A infraestrutura vai muito além da área de lazer
Contato com a natureza, espaços para convivência e áreas de lazer costumam ser grandes atrativos, mas eles não devem ser os únicos critérios de decisão. A infraestrutura do condomínio e do seu entorno também merece uma análise cuidadosa.
Questões como acesso, oferta de serviços e a funcionalidade dos espaços comuns influenciam diretamente a experiência dos moradores. “É importante observar se o empreendimento oferece ambientes que vão suportar a rotina da sua família e também analisar a distância para os serviços que serão necessários no dia a dia”, orienta.
Para Gustavo, um dos erros mais comuns ainda cometidos por compradores é investir em empreendimentos lançados por empresas sem histórico consolidado de entregas. “O comprador deve procurar saber quem são os responsáveis pelo empreendimento, qual é o histórico da empresa, quem incorpora e vai construir, quais são os prazos previstos e o que está garantido na entrega”, alerta.
Gustavo salienta que contar com o acompanhamento de um corretor de imóveis durante todo o processo é uma forma de reduzir riscos e tomar uma decisão mais segura. “É o profissional que conhece o mercado e pode emitir uma opinião sobre o incorporador, sobre os construtores e ajudar o comprador a fazer uma escolha mais consciente”, ressalta. Além de auxiliar na escolha do imóvel, o profissional também explica e detalha a documentação, o histórico do empreendimento e as diferentes etapas da negociação.